arrisque-se!

Grande pergunta: Porque esquecemos?
Com certeza, você já se perguntou: como pude esquecer alguém tão importante? Ou: como pude esquecer o que vivemos?
Enfim, eu não acredito no esquecimento. O esquecimento é matar suas memórias, é apagar suas histórias, os atencedentes do seu EU atual. Por isso me custa entender por que as pessoas se vão e por que as coisas acabam ou mudam.
A verdade é que acredito firmemente que sempre fica algo e sempre levam algo e eu posso garantir que ninguém se esqueceu de você, que você está na memória de muitas pessoas. Mesmo que a vida continue, mesmo que o mundo gire e não pare, as marcas que as pessoas deixaram em você nunca irão embora. E as marcas que você deixar nas pessoas, procure que sejam positivas para que, mesmo muito dentro delas, tenham uma boa história...Mesmo que eu ache que o esquecimento não existe 100%, creio que nós, humanos, guardamos muitas coisas importantes na caixa de nossa alma para que não nos machuquem, para que não nos descubram, para que não nos doa ou para não enfrentar...
Me dei conta de que ninguém, nenhum ser humano, pode esquecer sua história, e que não vale a pena tratar de esquecer. Pelo contrário, temos que aprender e agradecer à vida por viver, por chorar, por sentir, por rir, por compartilhar, por cair (e por nos levantar) e viver intensamente... É isso que vale a pena, ARRISCAR e ser você mesmo sem se preocupar se vai ser lembrado ou não, ter a certeza de que você sempre deu o melhor, de que você se entregou ao máximo...

Lembre-se: cada coração é um mapa, ninguém pode ocupar seu lugar, porque é só seu e sempre existirá alguém que vai se lembrar de você.

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O tempo é remedio mesmo ?

Dizer aos outros que o tempo é o remédio para os amores impossíveis parece fácil. Assim como dizer que broto de goiaba fervido ajuda na dor de barriga. Esses dois são conselhos de minha avó, e que com certeza já sabia o que dizia em tempos remotos... O triste é fazer criança tomar o chá amargo do broto de goiaba e um ser apaixonado entender que o tempo lhe trará a resposta para o amor. Parece fácil, mas só eu sei e posso dar testemunho de que as duas coisas são verdadeiras... O chá amargo de minha avó realmente funciona com a dor de barriga e o tempo traz a calma para o amor impossível. Já experimentei os dois... O chá foi mais fácil de tomar, pois passei a velhinha pra traz, e assim que ela virou as costas adicionei açúcar... Já o tempo não... Tive de engolir dia a dia, como gotas amargas de fel... Sofrer cada dia, descer cada degrau da escada da ilusão sozinha... Provar do amargo, sem direito a acrescentar açúcar quando as pessoas viravam as costas. Os amigos tentaram ajudar, mas infelizmente em se tratando de amor, temos de caminhar sozinhos. Seguirmos á sós o caminho do regresso que outrora pisamos acompanhados. Mas hoje, eu posso afirmar com a maior certeza do mundo: O tempo pode não curar um grande amor, mas com certeza pode amenizar a dor de termos visto-o partir; ou então nos dará a chance de vivermos este amor novamente, porém mais maduros, um amor sólido, sem as euforias da adolescência e as dúvidas da juventude. Embora o amor seja constituído de dúvidas, pois amar é se entregar sem nenhuma garantia. Ou então o tempo nos dá a chance de consertar um coração quebrado, e ajeitá-lo para viver um novo amor...Sei que é difícil se acreditar nestas possibilidades quando o coração está estraçalhado, em frangalhos, por um grande amor... Mas acredite... Somente o tempo dirá o valor que esse amor tinha e se realmente ele era o grande amor da sua vida. Por enquanto o melhor a se fazer é tomar o chá amargo do tempo e esperar que ele faça efeito sobre as dores da alma... Infelizmente ainda não tem remédio em farmácia melhor pra dor de barriga que broto de goiaba e para os amores impossíveis que o tempo...

Eu sei do que estou falando... Pode acreditar!

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"E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras. Para que não me firam, minto. E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também. Não queria fazer mal a você. Não queria que você chorasse. Não queria cobrar absolutamente nada. Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem? Sem que se consiga controlar".

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Nunca esqueço um rosto. Casualidades me encantam.

Homem meu tem que me dizer meu bem. Tem que me dar flores roubadas e meter-se feito sol dentro do corpo, o sol quando fica na pele mesmo quando já é noite. Eu gosto do mel no favo, do amargo no fundo do doce (o amargo dura mais). Eu me defendo do amor. Prefiro o outro lado, o do fogo silencioso na guerra. Não sou de chorar. O mar me atinge é direto no peito. Eu sou é de abraçar.

Derrubo coisas, esbarro nos móveis, tropeço nos meus pés. Sempre me apaixono de repente. Vermelhos são meus vestidos, meus cadernos, minha flor predileta. Minha alegria é vermelha. Meu riso faz um estalo de coisa quebrando dentro. Gosto de ficar no escuro. Coisas miúdas me doem mais. Prefiro declarações de amor inesperadas (às cinco e meia da tarde). Vento nos cabelos me parece carinho. Gérbera é minha flor predileta. Coleciono dragões em miniatura. Tenho um cachorro chamado Alemão. O lugar mais longe em que já fui é:

dentro.

Meus olhos me traem. Meu cadarço sempre está desamarrado. Som de gaita me emociona. Não me interesso por pessoas sem dúvidas na vida. Já torci o dedo brigando com o irmão. As únicas coisas que herdei de minha mãe são

a falta de discernimento

olhar as nuvens

o silêncio

um riso

e os dedos da mão,

o resto não, a menina saiu ao pai. Meu invólucro é fino, neblina sem nada dentro. Prefiro jabuticaba. Estou aprendendo a chorar em público. Acendo lâmpada com os olhos. É na chuva que eu gosto de dançar. Meu coração eu acho que fica nos pés, de tanto partir. Sou mais de mar que de rio. Mais de silêncios que de palavras. De todas as coisas, prefiro as usadas. Desde pequena, roubo flores de canteiros públicos.

Sempre me atraso. Amor para mim é nosso tempo nas coisas. É o tempo, coisa para se perceber depois com os olhos distraídos e reparar fechando-se, sem saber exatamente o momento em que se cala, mas sentindo o coração doer pequeno com esse

calando-se

em contínuo, sem saber onde termina, nem se começa, ou volta, ou onde, alguém sabe para onde?

Eu nunca me curei da minha infância. Sigo desconhecidos na rua e me perco. Ouço conversa dos outros. Leio dedicatórias em livros dos outros. Estranhos me abordam na rua. Crianças gostam de mim. Quero uma filha chamada Sofia (minha irmã foi mais rápida vou ganhar uma sobrinha com esse nome). Gosto de cachorro quando espreguiça. Gosto de gente que me pede carinho, principalmente se abaixam os olhos para me pedir carinho.

Gosto das coisas assim, no momento exato em que elas acabam para sempre. Eu sou feita de saudade. Qualquer coisa fechando-se é mais bonita. Para mim, a palavra mais linda de todas é travessia. Sou de agarrar com força. Sempre amei por alegria.

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você não sabe o quanto meu cabelo cresceu desde a última vez que nos vimos.
e quantas vezes chorei baixinho antes de dormir querendo te contar do meu dia.

também não sabe os carinhos que recebi de olho fechado querendo que viessem de você.

o nosso amor continua aqui. sempre vai estar. carrego comigo pra todo lugar.
nosso laço não pode ser desfeito. e essa certeza conforta meu coração de alguma maneira.

mas descobri que amor só não basta.
e que não quero mais esperar as suas voltas pra sentir aquela explosão dentro do peito.

estou a dois passos de me tornar a mulher que você sabia que um dia eu seria.
mas cadê você pra pegar na minha mão, me dar um abraço, compartilhar meu sorriso?

tudo isso só faria sentido se você já não pudesse mais ler.
daquelas saudades sem volta.
como a que eu sinto dela.

mas você está aí.
em outra cidade.
perto do mar.
vivendo sua vida.
conhecendo gente.
gente essa que nem imagina que você deixou uma menina pra trás.
que pensa em você todos os dias.
que checa preço de passagem todos os dias.

que planeja almoço de domingo com você.

acho que assim não dá mais pra ser.

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